Como se encontrar na escrita – Ana Holanda

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Meu primeiro contato com os textos da Ana Holanda foi por meio da revista Vida Simples. Em maio de 2018 comprei minha primeira revista, desde então me tornei fã,  tendo adquirido quase todos os exemplares até agora.

Ana, que era editora chefe da revista, trazia seu texto no Carta ao leitor, me encantei com sua forma de escrita, ela iniciava seu texto contando uma história sua que tinha a ver com o tema de capa e assim já nos envolvia para querer lê-lo.

E foi através de Vida Simples que vi, como dicas de leitura, seu livro “Como se encontrar na escrita – o caminho para despertar a escrita afetuosa em você”, procurei saber logo sobre ele e o adquiri. Quando o livro chegou quis ler rapidamente, pois acreditava que ele traria fórmulas mágicas que fariam eu escrever mais e mudar minha escrita da noite para o dia, doce ilusão!

Primeiramente, porque li rápido demais, sem a devida reflexão que o livro pede, segundo não fiz os exercícios sugeridos no final de cada capítulo. Enfim, passou.

Um dia vi no perfil do Instagran da Ana que ela daria seu curso de Escrita Afetuosa aqui em Brasília, corri para fazer a inscrição, pois novamente acreditava que ela diria as fórmulas mágicas e que a partir dali minha escrita iria fluir naturalmente. Foi um domingo maravilhoso de muito aprendizado e encantamento, mas buscava fora o que Ana sempre disse que estava dentro de nós, então não consegui desenvolver a escrita como gostaria.

De lá para cá escrevi pouco, fiquei um tempo até sem nada escrever, lia mais do que escrevia. Até que mês passado decidi ler seu livro novamente, mas agora com mais calma, refletindo sobre o assunto e fazendo os exercícios propostos.

Foi aí que percebi que as palavras estão dentro de mim, que preciso me olhar mais para permitir que elas saiam e ganhem o mundo, tudo no seu tempo, no olhar, no sentir. Talvez por medo ou muito auto julgamento, buscava fora o que o tempo todo estava dentro.

O livro causou em mim inúmeras reflexões e aos poucos vou fazendo a mudança que sempre busquei. Olhar para as pequenas coisas da vida, as mais simples, com mais afeto, mais atenção. Reler o livro foi uma auto descoberta, um processo terapêutico, perceber o que me rodeia e assim me perceber, o que gosto de fazer, o que é importante para mim, o que minha atitude quer dizer, enfim, procurar me ver e ver o mundo com mais leveza, apesar de toda turbulência que está fora.

Quando terminei de ler fiquei triste, pois queria mais da companhia dela, queria continuar conversando. Ana conversa conosco através de sua escrita doce e afetuosa, nos sentimos íntimos a ela através de seus textos.

Dessa vez não vou trazer nenhuma citação da autora, pois teria que copiar quase que o livro inteiro, o meu está cheio de marcações. Estou escrevendo mais, colocando para fora o que sinto, meus textos são uma conversa comigo mesmo, que tem me feito muito bem.

Como se encontrar na escrita é um livro de leitura obrigatória, não somente para quem trabalha com a escrita, mas para quem vê nas palavras uma forma de se expressar, se encontrar e encontrar o outro.

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